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Campinas: Um pouco da história da cidade

 

 

 

Área verde cresce 21,7 % e Campinas chega mais perto de meta da ONU


Autor: Diego de Souza Geraldo


O plantio de vegetação nativa na recuperação de áreas verdes é fundamental para o desenvolvimento da qualidade de vida de Campinas. Hoje, a cidade conta com 1.144.764,00 m² de cobertura verde e o panorama é de crescimento, com a criação de novos parques. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o ideal para uma cidade é ter 12 m² de área verde por habitante. O município tinha 4,6 m² há aproximadamente 5 anos, e hoje já conta com 5,2 m² de área verde por pessoa.

Segundo o técnico do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), Edson Roberto Navarrete, Campinas quer chegar mais perto da meta estabelecida pelas Nações Unidas. "Vamos alcançar em breve, com o Parque Linear do Capivari e outros projetos, aproximadamente 8 m² de área verde por habitante".

Cada pessoa respira em média 550 litros de oxigênio puro por dia, por isso lugares que aumentam a qualidade do ar são essenciais para a qualidade de vida da população. Atualmente, são 21 parques e bosques, quatro matas tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc) e 11 áreas especiais de proteção permanente.

Benefícios

O professor de paisagismo das Faculdades de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e da Puc-Campinas, Eugênio Fernandes Queiroga, defende que as áreas verdes públicas nos centros urbanos contribuem de quatro maneiras para a cidade.

A primeira delas é a melhoria da drenagem urbana. Com mais espaços de solo permeável, menor é o impacto das chuvas torrenciais de verão na cidade.

Depois o professor destacou a melhora da sensação de conforto com o clima da cidade. Quanto maior a arborização, melhor fica a umidade relativa do ar e menor é a amplitude térmica da cidade (diferença da temperatura mínima e máxima do dia), que em Campinas é muito grande.

Outro efeito positivo é a maior retenção de partículas sólidas, vindas da poluição, como poeira. O professor destaca, ainda, que a paisagem urbana também melhora. "Uma paisagem mais arborizada cria a sensação de uma cidade menos árida, menos caótica. Uma paisagem mais amena, explica.

Outro fator é uma melhor gestão do crescimento da cidade, criando alternativas para que o transporte por bicicleta, por exemplo, seja estimulado.

O professor destacou também uma ação rara no Brasil, muito comum na Europa, que é feita no Parque Linear dos Ribeirões Pires e Cabras, em Sousas, que é o paisagismo produtivo. Isto é, a criação de espaços para agricultura coletiva, pequena, dentro da cidade.

Vegetação remanescente

Segundo estudos da pesquisadora da Universidade de Campinas (Unicamp), Dionete Santin, Campinas conta com três tipos de vegetação remanescente. São
1.927,22 hectares de florestas estacionais de semideciduais, 65,49 hectares de cerrado e 40,89 hectares de florestas paludosas ou matas brejosas.

O cuidados com as diferentes vegetações, por mais pequenas e degradadas que estejam, é importante. Um exemplo disso é o Parque Botânico, onde o cerrado vem sendo recomposto em módulos de vegetação rasteira. O resultado é a volta de dezenas de espécies da fauna.

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