Reajuste
anual de pedágios começa a vigorar a partir
de 1º de julho
A partir da zero hora desta quarta-feira, 1º de julho
de 2009, as tarifas de pedágio das rodovias concedidas
do Estado de São Paulo serão reajustadas.
Para as concessões efetivadas entre 1998 e 2000,
com base no IGP-M, o reajuste é de 3,64% (índice
acumulado no período de junho de 2008 a maio de 2009),
68% inferior ao do ano passado. Já nos contratos
novos, assinados entre 2008 e 2009 - na segunda etapa do
Programa de Concessões Rodoviárias - o índice
adotado foi o IPC-A, com reajuste de 5,19% (no mesmo período).
Para visualizar a tabela completa de reajustes acesse: http://www.artesp.sp.gov.br/download/artesp_tarifas_pedagios_julho_2009.pdf.
Em relação à adoção
do IPC-A nos contratos mais recentes, o mesmo foi escolhido
porque é o índice oficial de inflação
do país e o que reflete melhor o custo de vida do
consumidor.
Cada praça de pedágio efetua a cobrança
de um determinado trecho rodoviário (em quilômetros)
denominado TCP (Trecho de Cobertura do Pedágio) que
é multiplicado pelo valor da tarifa quilométrica.
O resultado do cálculo, realizado pela ARTESP de
acordo com os contratos de concessões, implica no
arredondamento dos centavos. Assim, entre 0,01 e 0,049,
ajusta-se o valor para baixo; entre 0,05 e 0,09, ajusta-se
para cima. Em razão desses arredondamentos, 63% das
praças de pedágio sofrerão reajustes
efetivos abaixo dos índices aplicados e quatro não
terão aumento: Diadema e Eldorado, na Rodovia dos
Imigrantes (SP 160); Sorocaba, na SP 075 e Rio Claro, na
SP 191.
A tarifa quilométrica permite fracionar o pedágio
das rodovias em diversas praças o que torna a cobrança
mais justa, uma vez que os usuários pagam valores
próximos ao percurso efetivamente utilizado.
Retorno dos pedágios
O pedágio é o principal recurso para investir
na ampliação e modernização
da malha concedida do Estado de São Paulo, o que
inclui obras, serviços e manutenção.
O Programa de Concessões Rodoviárias do Estado
de São Paulo já destinou R$ 10 bilhões
para a ampliação e modernização
de 5,2 mil quilômetros de rodovias e tornou as estradas
paulistas as melhores e mais seguras do país, de
acordo com recente levantamento da CNT (Confederação
Nacional dos Transportes). Além dos investimentos
realizados na malha rodoviária concedida, o modelo
de concessão onerosa já alavancou recursos
da ordem de R$ 2,7 bilhões em outorga para investimentos
do Estado somente na 1ª Etapa do Programa. A segunda
fase garantiu mais R$ 5,5 bilhões em outorga.
Na operação e manutenção da
malha rodoviária concedida foram destinados R$ 7
bilhões dos recursos oriundos da arrecadação
dos pedágios. Os investimentos viabilizam ainda a
prestação de modernos serviços de socorro
médico e mecânico, e já reduziram em
50,7% o índice de mortos nas rodovias concedidas.
Arrecadação de ISS-QN
Além dos investimentos nas rodovias, parte da arrecadação
dos pedágios é destinada, com o recolhimento
do ISS-QN aos 242 municípios paulistas cortados pelas
rodovias concedidas. Desde 2000, essas Prefeituras receberam
repasse de um bilhão de reais, verbas que podem ser
destinadas, por exemplo, à recuperação
de rodovias vicinais ou à saúde, educação
e infra-estrutura urbana.