Renato Coppola - Renato Coppola
Formado em Educação física pela PUC Campinas
Pós Graduando em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho

No Brasil, mesmo sem haver registro na carteira de trabalho, o emprego que mais existe sem sombra de dúvidas é o de treinador da seleção brasileira de futebol, são mais de 180 milhões com essa profissão, todos sabem mais, são mais capazes e poderiam escalar e treinar melhor o time do que o Dunga ou o Parreira etc.
Em segundo lugar, a "profissão" que mais vejo por aí é a de pessoas que entendem e passam dietas e exercícios, seja para emagrecimento ou para deixar a pessoa forte. Eu diria que essa profissão se divide em três classes: a primeira é quem sabe o que fazer e faz (raro), a segunda é quem sabe fazer, mas não faz (que mais tem) e a terceira de quem não sabe o que fazer e também não faz.
Se repararmos bem, a segunda classe e a terceira predominam nessa "profissão". Há uma grande diferença entre saber fazer e realmente fazer, principalmente nesse assunto que envolve tanta polêmica, que é alimentação e exercício físico. Existem muitos mitos e lendas, tantos que até em profissionais da saúde nós vemos contradições, se você conversar com 10 médicos, 10 nutricionistas e 10 professores provavelmente terá 30 opiniões diferentes.
Muito se ouve falar por aí, seja na academia, no clube ou na rua sobre carboidratos, proteínas, gordura, vitaminas etc. Em primeiro lugar gostaria de dizer que você não come só o carboidrato ou só a proteína, você come o alimento, que possui tanto carboidrato, proteína e a gordura que são macro nutrientes como vitaminas e minerais que são micro nutrientes. O que diferencia é a quantidade e a predominância de cada um. E é esse alimento que fornece energia e os materiais de formação, para incontáveis substâncias que são essenciais para o crescimento e para a sobrevivência.
Aquele velho ditado: "Você é o que você come", está muito certo, tanto negativamente como positivamente, infelizmente nos dias de hoje está funcionando mais pro lado negativo, a maioria das pessoas não comem corretamente, não se preocupam em ingerir alimentos com valores nutritivos, pelo contrário preferem apenas saciar sua fome com alimentos industrializados e "porcarias" com muita gordura, muita caloria e pouco valor nutricional. E é por isso que estão aumentando cada vez mais a obesidade, diabetes entre outras doenças.
Como eu disse em meu outro artigo, se fomos comparar nosso corpo com um carro, o alimento é o nosso combustível. Você coloca gasolina ruim em seu carro? Então porque come tão mal?
Bem, eu diria mais, se o alimento é o combustível o exercício físico é a faísca, sem os dois não há chama. Se estiver desejando caminhar para o lado positivo, concilie os dois e modifique o ditado para: "Você é o que você come e se exercita".
Pare de se preocupar com o que não deve comer e se preocupe em que você deve comer, pare de reclamar que não tem tempo para se exercitar e arrume 30 minutos diários, faça 3 vezes na semana um exercício aeróbio e 3 vezes musculação alternados, que verá uma mudança incrível em seu corpo, no seu bem-estar físico e mental e consequentemente uma melhoria na sua vida pessoal e profissional.
De acordo com o Instituto nacional de nutrição e saúde uma alimentação saudável e ideal deve ser dividida da seguinte maneira no seu dia: 50/60 % carboidrato, 25/35 % gordura e 15/20 % proteína.
Muitos me indagam quando falo de hábitos saudáveis dizendo que preferem o prazer e não a saúde, e alegam que conhecem pessoas que fumam, tomam bastante bebida alcoólica, comem muita besteira e vivem bastante. Realmente isso pode acontecer, mas é uma minoria que conta com a sorte. Aí eu lhe pergunto. Essa pessoa pode viver bastante, mas será que vive bem? Você vai arriscar?
Não espere o médico lhe dizer que se você não mudar seu hábitos alimentares e não fizer exercícios não irá ver seus filhos crescendo ou conhecer seus netos.
Comece já, de corpo e alma.
Como eu disse, não adianta só saber fazer, é preciso fazer.


Saúde do seu corpo

Alimentação e exercício físico: saiba fazer e faça