O presidente Thiago Ferrari (PTB) instituiu nesta
terça-feira (03/01/12) uma comissão
formada por três procuradores para definir
o calendário e as regras gerais da eleição
indireta a ser realizada em Campinas no primeiro
trimestre deste ano. Os procuradores vão
apresentar estudos sugerindo data e horário
da eleição; prazo para inscrições
de candidaturas, eventuais pedidos de impugnação
de candidaturas, e as regras que deverão
reger possíveis trocas de candidatos.
A regulamentação sobre
quem pode se candidatar; o sistema de votação
e a diplomação dos eleitos deverá
seguir o que determina a legislação
eleitoral, lembrou o procurador Manuel Carlos
Cardoso, que vai coordenar a comissão.
“A Câmara não vai inventar
nada. Todas as regras sobre as eleições
estão na legislação eleitoral.
O que vamos fazer é definir o calendário
e estabelecer o funcionamento da sessão
de votação”, informa Cardoso.
A expectativa é que esse trabalho esteja
concluído até o final deste mês.
Antes de baixar a resolução
contendo as regras, o presidente Thiago Ferrari
vai submeter as normas aos vereadores e aos partidos
políticos - mesmo aqueles que não
tenham representação na Câmara.
“Nossa intenção é tornar
esse processo o mais transparente possível.
Foi por isso, que decidimos instituir a comissão
de procuradores e, em seguida, discutir essas
regras com os vereadores e os partidos políticos,
de onde vão partir os candidatos”,
disse o presidente.
As eleições foram
marcadas em Campinas em razão da chamada
“dupla vacância do cargo” -
prefeito e o vice deixaram o posto. A legislação
prevê que se a vacância ocorrer até
o terceiro ano do mandato, terá de ser
realizada uma nova eleição. O prefeito
Hélio de Oliveira Santos (PDT), teve o
mandato cassado em agosto e o vice, Demétrio
Vilagra (PT), sofreu impeachment em dezembro.
No final de dezembro, o juiz Nelson
Bernardes, da 33ª Zona Eleitoral decidiu
que a eleição para a substituição
de Vilagra se daria de forma indireta –
os 33 vereadores fariam a escolha. O juiz determinou
ainda que o Legislativo é quem deveria
conduzir o processo sucessório.
Texto: Assessoria de Imprensa da
Câmara Municipal de Campinas