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Meu
filho não come! E agora?
Saiba como lidar com esse dilema e garantir uma alimentação
adequada e saudável às crianças
Para muitas mães, a hora das refeições
é a verdadeira hora do pesadelo! Não importa
o tempo dedicado para tentar tornar a comida mais apetitosa
e bonita (seja desenhando carinhas com arroz e feijão
ou disfarçando as verduras no meio de hamburgueres).
A resposta de algumas crianças é sempre um
sonoro não seguido de uma cara emburrada
e chorosa. E é aí que começa o teste
de paciência. Sem forças para lutar após
desgastadas e frustradas tentativas, os pais
amolecem e acabam cedendo ao encantos dos pequenos e não
inistem mais com a comida.
Essa prática é muito perigosa, tanto para
os pais quanto, principalmente, para as crianças.
A desnutrição é sinônimo de falha
de crescimento, pode causar anemia e tem efeitos negativos
na saúde geral da criança. E mesmo em crianças
bem nutridas e saudáveis, não fazer um desjejum
tem efeito negativo sobre o seu desempenho cognitivo.
Esse problema, geralmente, tem início a partir dos
2 anos de idade, que é quando a criança já
desenvolve uma certa autonomia ao passar da alimentação
infantil (papinhas e mamadeira) para um formato mais adulto,
com a inclusão de alimentos sólidos. Essa
mudança faz com que os pais estranhem a criança,
que antes comia de tudo, e depois passa a rejeitar
qualquer tipo de alimento.
Chamadas de picky eaters (ou comedores seletivos),
essas crianças têm um comportamento alimentar
que pode variar, desde excluir determinados grupos de alimentos
(sendo os mais comuns as verduras, legumes e peixes), pular
refeições ou, ainda, comer muito pouco. O
problema é mais comum do que se imagina: estima-se
que cerca de 50% das crianças entre 2 e 5 anos possam
ser consideradas picky eaters. Apesar de passageiro, o problema
causa diversos transtornos que afetam tanto a criança
(progresso cognitivo, desenvolvimento e crescimento) quanto
os pais (brigas entre o casal, stress).
Diante deste cenário, surge a principal pergunta:
Como lidar com uma criança que possui dificuldades
em se alimentar? Antes de se tomar qualquer atitude, o ideal
é procurar o auxílio de um profissional. O
pediatra ou o nutriciosta têm propriedades e conhecimentos
necessários para saber lidar com essa situação,
identificando a causa e indicando o melhor caminho a ser
seguido.
O tratamento de readequação alimentar deverá
incluir orientações nutricionais, comportamentais
e psicológicas; mas não só para as
crianças como também para os pais e irmãos.
Isso porque os hábitos alimentares dos pais exercem
papel fundamental na criação dos filhos e,
mais, uma criança poderá influenciar a outra
(no caso, seu irmão), disseminando o transtorno.
Por isso, o tratamento multidisciplinar e extensivo é
de extrema importância.
Em muitos casos, o uso de suplementos nutricionais se faz
necessário, o mais importante, é saber definir
qual é o produto indicado. O mais importante é
buscar por um que conte com uma fórmula completa
e balanceada, diluída em água, que garanta
a ingestão dos nutrientes essenciais para preencher
as lacunas nutricionais na fase em que a criança
não come adequadamente. Seguir algumas dicas e apostar
em suplementos nutricionais como o PediaSure, desenvolvido
pela Divisão Nutricional da Abbott Laboratórios,
podem melhorar o aporte nutricional dos pequenos e acalmar
os ânimos à mesa. Suplementos como este são
uma alternativa de incrementar a dieta infantil e evitar
que a criança fique em risco nutricional enquanto
passa pelo processo de adaptação a uma dieta
mais saudável.
Paralelamente, não se pode lançar mão
de algumas estratégias para despertar o interesse
dos pequenos pela comida balanceada. Apostar em preparações
mais atrativas para a criança pode ser uma boa dica.
Apresentar pratos coloridos, fazer carinhas com a comida
e oferecer o alimento rejeitado pelo menos dez vezes, em
refeições e com apresentações
diferentes (modo de preparo: cozido, frito, assado, purê).
O ideal é brincar com o alimento, mas não
brincar com a alimentação. Isto é,
não distrair, não enganar, não forçar,
não castigar ou premiar. O famoso aviãozinho,
por exemplo, está fora de cogitação,
pois é uma maneira de enganar e distrair a criança
quando na verdade, ela precisa se concentrar na atividade
da refeição, sentir o sabor dos alimentos
e entender a sensação de fome e de saciedade.
Com uma distração por exemplo, uma
TV ligada - a criança, e qualquer pessoa, come automaticamente.
Às vezes, pode comer mais do que o suficiente para
saciar sua fome. É muito importante que os pais imponham
limites aos filhos horários para as refeições,
locais apropriados, ritmo de alimentação sem
exageros na duração.
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O jornalista
Clovis Cordeiro faz

"A
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