Campinas tem o 3º melhor janeiro desde 2004 na geração de empregos






Maria do Carmo Pagani


Campinas inicia 2010 com boa expectativa em relação à geração de empregos formais (com carteira assinada) e indícios de que o município deve recuperar o volume de vagas fechadas no mercado de trabalho durante o ano passado, período em que os efeitos da crise internacional atingiram também segmentos econômicos da cidade.
O município, no mês de janeiro passado, foi responsável pela criação de 1.406 postos de trabalho, que representaram crescimento de 280,9% no volume de vagas geradas, considerando que, em janeiro de 2009, haviam sido eliminados 777 postos.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego e foram divulgados nesta quinta-feira, dia 18 de janeiro. E dão conta de que janeiro de 2010 é o 3º melhor mês na geração de vagas desde 2004, ficando atrás apenas de janeiro de 2005, com 2.019 e de janeiro de 2008, com 1.539 postos criados.
Computados os dados divulgados nesta quinta-feira, pode-se observar que no quadrimestre (outubro/2009 a janeiro/2010) os efeitos da crise mundial foram totalmente absorvidos em Campinas.
De acordo com os dados do quadrimestre, pode-se observar que foram criados, na cidade, no período, 1.059 postos de trabalho ao mesmo tempo em que, no período da crise, foram eliminados 4.365 vagas.
Crescimento
Os dados do Caged apontam que o segmento de Serviços foi o que mais gerou vagas em Campinas. Foram 890 contratações, 78,4% acima do volume de contratações apuradas em janeiro de 2009.
Mas o segmento industrial, segundo os números do Ministério do Trabalho, foi o que apresentou melhor percentual de crescimento, já que se responsabilizou, em janeiro passado, pela contratação de 777 trabalhadores, cerca de 212,5% acima do volume de contratações ocorridas em janeiro de 2009, mostrando a recuperação do segmento que mais perdeu postos durante o período de crise.
Os segmentos da construção civil, comércio, Administração pública e agropecuária eliminaram em janeiro 244 postos. Essa redução de vagas, contudo, não aponta uma tendência de queda, uma vez que, nestes setores, as demissões ocorrem, normalmente, no início do ano.
Na avaliação do secretário municipal de Trabalho e Renda, Sebastião Arcanjo, tão importante quanto o volume de contratações totalizado, o fato de a indústria ter sido responsável pelo maior percentual de crescimento é extremamente significativo. “ A indústria alavanca a economia regional. Ela é responsável, igualmente, pelo crescimento da massa salarial, ou seja, a partir de seu crescimento ela puxará o ganho salarial dos trabalhadores”, diz.
Arcanjo lembra, ainda, o acerto da Administração municipal em promover convênios com instituições de formação profissional e disponibilizar diferenciados cursos de qualificação aos trabalhadores da cidade. “Não fosse assim, haveria o risco da falta de mão de obra qualificada para atender a demanda do mercado de trabalho”, lembra.
Os dados constantes no Caged, confirmam a avaliação do Observatório do Trabalho de Campinas e, segundo o órgão, confirmam a plena recuperação do emprego. E, mais que isso, indicam que, para o mercado de trabalho do município, 2010 será melhor que 2009, superando os níveis de 2008, anterior a crise, quando foram gerados 14.290 postos de trabalho.

Departamento de Comunicação
Prefeitura Municipal de Campinas

O jornalista Clovis Cordeiro faz

"A Defesa do Bairro".

Participe da campanha de combate ao transmissor da Dengue.

A participação de todos é fundamental para a construção de uma Campinas melhor.

jornaldecampinas@globo.com

Direitos reservados ©Grupo Jornal do Castelo