Diagnóstico
precoce é a chave para o tratamento da osteoporose
Doença silenciosa que pode levar a dores crônicas,
dificuldade na locomoção e deterioração
da qualidade de vida dos pacientes
A osteoporose é marcada pela redução
da quantidade e da qualidade da massa óssea, o que
leva a um aumento no risco de fraturas. A doença
é a principal causa de fraturas em mulheres na pós-menopausa
e em idosos. As principais fraturas ocorrem na coluna, no
quadril e nos pulsos e podem levar a complicações,
como dores crônicas, dificuldade para locomoção
e, conseqüentemente, deterioração da
qualidade de vida do paciente.
A enfermidade acomete um número muito grande de pessoas
em todo o mundo. Estima-se que, somente nos Estados Unidos,
10 milhões de pessoas acima de 50 anos sofram com
a doença e mais de 34 milhões apresentem baixa
massa óssea, característica que predispõe
ao desenvolvimento da osteoporose. A cada 5 pessoas acometidas
pela doença 4 são mulheres, das quais 50%
vai apresentar alguma forma de fratura relacionada à
doença ao longo de suas vidas.
A doença é chamada de silenciosa, pois, na
grande maioria dos casos, não apresenta sintomas
até que ocorra a primeira fratura. No caso das mulheres
na pós-menopausa, a atenção deve ser
redobrada pois a principal causa da osteoporose é
a redução na produção de estrógeno
que acontece justamente nesse período. Entre os fatores
de risco que podemos destacar relacionados à doença
estão idade avançada, baixo peso, raça
caucasiana, histórico de doença na família,
deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio,
uso de determinadas medicações como corticóides,
fumo, álcool e uma vida sedentária.
O diagnóstico da osteoporose é feito através
da densitometria óssea, um exame simples e indolor
que pode ser descrito como uma radiografia do
corpo. Com ele, é possível identificar a quantidade
de mineral presente nos ossos e dar o direcionamento adequado
ao tratamento, caso necessário.
Infelizmente, até hoje, não existe cura para
a osteoporose e o objetivo principal do tratamento é
evitar as fraturas. Há dois caminhos que podem ser
seguidos: um à base de medicamentos e outro não
medicamentoso. Na terapia à base de remédios,
os tratamentos evoluíram muito nos últimos
anos. Comprimidos que eram tomados diariamente, hoje já
podem ser tomados a cada semana e até mensalmente.
Já o tratamento sem medicamentos é feito com
uma alteração no estilo de vida do paciente,
que inclui atividades físicas constantes, alimentação
rica em cálcio e exposição adequada
ao sol para estimular a absorção de vitamina
D. O seu médico saberá optar por um desses
tratamentos ou até mesmo por ambos, de acordo com
as características de seu caso.
Vale ressaltar que apesar dos tratamentos disponíveis,
o mais importante é prevenir a doença bem
antes de se chegar à maturidade. Por isso, é
fundamental que, desde a juventude, já exista uma
conscientização sobre a enfermidade e suas
formas de prevenção. Ter uma dieta rica em
cálcio desde a infância, manter atividade física
regular, evitar o uso de álcool e fumo certamente
são ações que poderão garantir
uma reserva óssea para quando o corpo
precisar. Quanto maior for essa reserva, menor
a probabilidade de desenvolver a osteoporose. Lembre-se:
para a osteoporose, a prevenção é o
melhor remédio. Procure seu médico para mais
informações.
Dr. Marco Paschoalin, gerente médico da Roche e responsável
pelo medicamento Bonviva® (Ibandronato de sódio),
indicado para o tratamento da osteoporose.