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Lembranças :Pontos
de referência - Parte II
Vera Longuini
veralonguini@ateliedanoticia.com.br
Descobri que não somos doidos sozinhos. Tem um montão
de gente que é tão doidinha quanto nós.
O artigo do mês passado, no qual me referi aos pontos
de referência que só continuam existindo nas
nossas lembraças, rendeu. E muito! Primeiro, levei
bronca por errar nomes.
-Era Tramelão, Verinha, o nome da lanchonete, e não
Tremendão, conforme você escreveu, bronquearam
o João Castelli e o Carlinhos, meu irmão,
que pagava ali os hamburgueres todas as noites quando saíamos
do Colégio Hildebrando Siqueira. Acabo de me concientizar
do motivo pelo qual até hoje sigo lutado com a balança.
Desculpem-me João e Carlinhos, mas vocês devem
saber que errar nomes é muito comum para mim. Aliás,
eu, que troquei o nome do meu marido no dia do casamento,
tenho o direito garantido e assegurado de errar o nome de
quem e do que eu quiser.
E não é que eu chamei o Diego de Felipe? Por
sorte ele não era um boboca ciumento e neurótico
e acreditou quando eu garanti que não tinha a menor
idéia do motivo da confusão dos nomes e que
jamais namorei ou sai com nenhum Felipe. Juro que não
sei por que errei. Afinal, quem me conhece bem, sabe que
eu não minto e que basta fitar em meus olhos para
perceber isso. E, graças ao fato do Diego acreditar
em mim, convivemos sete felizes anos. Se o casamento terminou
não foi por desconfiança nem por traição.
Apesas cumprimos o prazo de validade de união que
havíamos combinado com Deus.
Se faço tanta confusão com nomes creio que
seja pelo fato de eu ser muito agitada e pensar em muitas
coisas ao mesmo tempo. Me perdoem os queridos amigos. Tenho
uma memória fantástica para histórias,
locais, fatos, acontecimentos. Mas, nomes
puxa, não
é comigo. Hoje em dia estou mais cara-de-pau e vou
logo me desculpando:
-Sei quem você é, eu me lembro de você,
mas
o seu nome.. (help, ayuda, SOCORRO
). Como
é mesmo?
A Andrea, por exemplo, uma moça que trabalhou comigo
na Expoflora no ano passado, eu cismei de chamar de Cris.
Um dia, cansada de me corrigir, ela decidiu responder-me
naturalmente. E até incorporou o novo nome. Quando
liga para o meu escritório, vai logo se identificando:
- Oi Verinha, sou eu, a Cris Andréia.
É mole. Essa é mesmo amiga. Essa, sim, é
uma pessoa compreensiva. Nem vou contar os tantos outros
foras que já dei e as gafes que continuo cometendo.
São terríveis. É desconsertante. É
indelicado, eu sei. Mas não tenho como evitar.
Nem que seja por compaixão quando encontrarem comigo,
digam logo:
_ Oi Verinha, sou o (a) fulano (a). Ou, então:
- Eu sou a (o)
e você é a
, também
esquecendo-se do meu nome.
- E deixe que eu complemente:
- A Verinha, tudo bem?
Pronto, ficaremos empatados. Eu não ficarei constrangida
e vocês não ficarão chateados comigo.
Voltando aos pontos de referência, a Laine Turatti
lembrou que o Bar do Vidotti também era conhecido
como Bar Cor-de-rosa. O Wayne mandou-me um e-mail, lembrando
da pizzaria Timbó. Em frente dela, antes da Prefeitura
rasgar o balão que havia em frente com as duas pistas
da avenida Brasil, o dono da padaria Guanabara acorrentou-se
à uma árvore que existia na praça para
tentar impedir a obra e a derrubada da vegetação.
Acreditem os mais novos. Os balões eram verdadeiras
praças arborizadas. Assim, como o Balão do
Timbó, o Balão do Castelo já foi rico
em flora. Sem dó, todas as árvores derrubadas
para a reformulação da praça a fim
de evitar os rachas de carro, que a nossa geração
apelidou de "curvar na torre", em referência
à Torre de Pizza.
Também foi citado o Pilao, no Guanabara. E a Marina
Francabandiera, que enviou várias lembranças,
contou que a fazenda Chapadão, agora abriga três
ou quatro condominios fechados, impedindo as suas caminhadas.
Quem viveu no bairro há 30 anos certamente não
negará que já entrou na fazenda, às
escondidas para roubar frutas.
Como este é o ultimo artigo do ano, apenas em 2010
voltarei para contar sobre as aventuras da molecada com
os cavalos do "seo" Paulino, pai do Nenê
e para lembrar de outros pontos "turísticos"
do nosso bairro que os amigos ja mandaram e continuam encaminhando
por e-mail. É que não há espaço
para contar tudo de uma só vez.
Bem, que o aniversariante do Natal esteja sempre por perto,
protegendo a cada um de vocês, e que nunca nos deixe
perder a coragem de lutar quando o nosso propósito
for apenas o desejo de ser feliz.
Recadinho: meninos do futebol do Cristo Rei. Recebi e fiquei
muito, mas muito feliz mesmo, com o convite para o churrasco
transmitido pelo Dadá. Houve um desencontro, apenas
por isso não compareci. Mas, prometo, que no próximo
estarei lá. Só uma perguntinha:
- Eu posso entrar jogando?