Fim de ano!!!!

Festas, praia , alcool e acidentes.

Você sabe quais os efeitos dessa droga em nosso corpo?


*Dra.Eloiza Quintela

Ao ser consumida, a bebida alcoólica vai direto para o estômago – onde é absorvida. Cai na corrente sanguínea e é distribuída a todos os órgãos do corpo, sem exceção. Mas um órgão sofre mais com a festa: “Cada vez que uma pessoa ingere uma bebida, o álcool, também denominado “etanol ”é metabolizado no fígado, cria uma lesão, e depois cai no sangue, sendo levado até o cérebro”, explica Dra. Eloiza Quintela, especialista no tratamento de doenças do fígado. Resultado: sensação de euforia e desembaraço. Porém, aos poucos, passa a ter efeito depressivo e acaba causando sonolência e diminuição dos reflexos, um perigo especialmente para quem vai pegar no volante depois.

“Apenas 5% do álcool ingerido é eliminado diretamente pela expiração, saliva, transpiração e urina”, ressalta Dra. Eloiza. “O restante passa rapidamente para a corrente sanguínea através das paredes do estômago e da parte superior do intestino delgado sem sofrer qualquer transformação química”. No sangue, o álcool é transportado pelos vasos para diversas partes do organismo, passando pelo “grande purificador”: o fígado. A decomposição da substância ocorre lentamente, a uma média de 0,1 g/L por hora. Até que tudo volte ao normal, o cérebro já foi atingido e a pessoa perde suas capacidades sensoriais, perceptivas, cognitivas e motoras. Nesta fase, o festeiro já não consegue andar em linha reta perfeitamente.

O fígado sobre calado....

O processo para “limpar” o sangue é demorado. O fígado leva em média uma hora para processar uma bebida de acordo com seu teor alcoolico. Se uma pessoa bebe três caipirinhas, o corpo fica sobrecarregado, com muito álcool para eliminar. No caso de festas consecutivas, com algumas semanas ingerindo de quatro a cinco bebidas diariamente, as células do fígado começam a acumular gordura. Se a pessoa insiste nas extravagâncias, pode ocorrer a inflamação e destruição das células, resultando em uma hepatite alcoólica. A graça da bebida vira assunto triste quando o organismo se submete a novas doses, desencadeando a cirrose hepática. Esta, se não tratada no início, pode levar à morte.

Cabeça no mundo da lua...


O álcool age como um anestésico, afetando o sistema nervoso central. Beber demais é intoxicar o organismo, e os efeitos variam de pessoa para pessoa, embora os mais comuns sejam fala arrastada, falta de coordenação motora, aumento da autoconfiança e euforia (em alguns, a bebida condiciona um comportamento mais prostrado). “O desempenho intelectual e motor, e a discriminação sensitiva, são também prejudicados”, aponta Dra.Eloiza.
Agora imagine beber sem parar. O corpo dá os primeiros sinais desta intoxicação, mas a bebida alcoólica continua sendo ingerida. Um sinal de alerta é emitido pelo organismo: a pessoa se sente mole, mas ainda está consciente. Quando há ausência de respostas e estímulos leves, a pessoa chegou ao coma alcoólico. Em estágios mais graves isto pode levar à UTI ou, pior: causar a morte por parada respiratória.

Se a situação não for tão drástica, uma boa pedida é consumir muito chocolate, líquidos e frutas, para “equilibrar” a quantidade de açúcar no organismo. O fígado de uma pessoa que bebe provoca a redução da mesma no sangue (hipoglicemia). Por este motivo, a injeção de glicose é uma prática comum em hospitais.


Mais informações:
http://www.doencasdofigado.com.br/

*Dra. Eloiza Quintela

Médica Gastro- hepatologista especialista no tratamento das doenças do fígado e gastro-intestinais

do Hospital Albert Einstein-SP

Serviço de Transplante Hepático - Hospital Dante Pazzanese–SP

Grupo de Hepatites Virais- Inst. de Infectologia Emilio Ribas–SP

Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina USP.

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