Elas - o
Primeiro Sexo?
Francella Pinheiro Silva
Há um tempo, não muito distante, mulheres
tinham uma única função importante:
Procriar! Sendo assim, exímias mães e esposas,
que essa incrível tribo está alçando
conquistas privilegiadas dentro da sociedade e, num momento
de novas conquistas, já que há quase dois
anos, o mundo todo acompanhou a vitória do Primeiro
Presidente negro numa nação marcada pelo preconceito
racial - EUA - que vamos vivenciar, agora, especialmente
no nosso País, em Janeiro de 2011, mais um marco
na História Política do Brasil: a posse da
Primeira Presidenta - Dilma Roussef!
Um momento propício para lembrar quantas lutas e
obstáculos Elas não enfrentaram e enfrentam
até hoje para conquistar seus sonhos e objetivos.
Consequentemente é em meio a inúmeras lutas,
preconceitos e tanto machismo, que estão ELAS destacando
como Vereadoras, Prefeitas, Governadoras, Chefes de Estado,
Primeira-Ministras, Chefes de Governos e Presidentas, além
de ter construído Histórias em importantes
Reinos como a Rainha Elizabeth I - que fez da Inglaterra
uma Potência Marítima. Mulheres com uma admirável
perseverança buscando seus Direitos desde séculos
passados, como revela um clássico da Literatura Feminista
do século XVIII - "A Reivindicação
dos Direitos das Mulheres" - por Mary Wolstonecraft,
defendendo uma educação às mulheres
para que essas aproveitassem seu potencial humano.
E foi por meio dessa capacidade feminina, que em 1822, Maria
Leopoldina Josefa Carolina, participou de uma das mais importantes
decisões da História Política brasileira,
pela qual o Brasil tornou-se livre de Portugal, exigindo,
portanto, de D.Pedro I a proclamação da Independência
com as seguintes palavras: "O pomo está maduro,
colhe-o já, senão apodrece". Como também,
foi por uma sábia decisão feminina, a da Princesa
Isabel, que governava o Brasil na ausência de Dom
Pedro, que os escravos foram libertos por meio da Lei Áurea.
Entretanto, preconceitos reinaram por muito e muito tempo...
Mulheres foram suprimidas por séculos, de Direitos,
Educação, entre outras liberdades. Algo impensável,
mas só em 1827 que tiveram acesso às escolas
elementares e só em 1879, mulheres brasileiras puderam
frequentar Instituições de Ensino Superior.
No âmbito da Polítcia, em especial, foram excluídas
até a década de trinta da conjuntura nacional,
até que finalmente, em 1932, Getúlio Vargas
concedeu-as o Direito de votar, por meio de um novo Código
Eleitoral. Sendo assim, de peito aberto, já em 1933
é eleita, para a Assembleia, a única mulher
- Carlota Pereira de Queiroz.
Por conseguinte, a partir da metade do século vinte,
novos espaços foram abertos, e, em 1945, por meio
de uma carta das Nações Unidas, a Igualdade
dos Direitos é reconhecida.
Politicamente, graças à força
de vontade incomparável desse sexo considerado, pela
maioria do universo masculino, como frágil e inferior,
que estrelas começam a brilhar cada vez mais: Maria
Pio, Primeira Candidata à presidência do país
em 1989; Júnia Marise, Primeira Senadora em 1990;
Zélia Cardoso de melo, Primeira Ministra em 1993;
Roseana Sarney, Primeira Governadora do Brasil em 1994,
entre tantas outras. E com a coragem de mulheres como Ellen
Gracie, eleita a Primeira Presidente do Superior Tribunal
Federal, em 2006, que acompanhamos o sucesso da campanha
da ex-Ministra Marina Silva à presidência da
República e vamos assistir em Janeiro de 2011, a
posse da Primeira Presidenta Brasileira, Dilma Roussef -
mineira, ex-ministra e agora, nossa Presidenta!
Dilma escreverá páginas da História
Política da América Latina como Michelle Bachelet
- Primeira Presidenta do Chile em 2006 e Cristina Kirchner,
Primeira Presidenta da Argentina! Inédito, já
que, Brasil, Argentina e o Chile representam os países
mais importantes da América do Sul...
Independente de qualquer partidarismo e de qualquer ideologia
política, o Brasil passa por mais um Marco Histórico.
As mulheres brasileiras representam mais da metade do eleitorado
nacional e nessa circunstância que uma Mulher ocupará
o maior Cargo dentro da Hierarquia Política. Uma
Honra para um povo que carrega as marcas da exclusão.
Mulheres militam por uma única causa por Direitos
que são de todos; e momentos como esse revela-nos
que são capazes, que não são frágeis,
são sensíveis, são femininas, mas não
são inferiores, são iguais com as respectivas
singularidades.
Portanto, são Mulheres que sofreram e que ainda sofrem
por serem Mulheres, como aquelas cento e vinte e quatro
de 1857, no Estado de Nova York, que morreram queimadas,
numa fábrica têxtil, por uma ação
policial, porque, simplesmente, reivindicavam redução
da jornada de trabalho e direito à licença
maternidade - daí o Dia Internacional da Mulher em
oito de março!
Dedicadas... Não recuam... Vão em frente...
São corajosas... Matam quantos leões precisar
e conquistam... São Heroínas!
Dilma Roussef representa, nesse momento, o orgulho de ser
mulher!
Parabéns a essa tribo abençoada!