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Ser
professor
Não há dúvida alguma que ser professor
hoje, especialmente, é uma arte. "Um excelente
educador, diz Augusto Cury, não é um ser humano
perfeito, mas alguém que tem a serenidade para se
esvaziar e sensibilidade para aprender". Temos que
reconhecer que todo professor, mestre, educador, precisa
ser alguém que está disposto a criar condições
para que o aluno, educando, ouvinte ou aprendiz, possa se
conhecer e se desenvolver como Ser Humano. Professor de
matemática, de português, de história
ou qualquer outra disciplina não pode ter em vista
apenas ajudar o aluno a assimilar bem o conteúdo
da disciplina, prepará-lo em primeiro lugar para
o vestibular. Antes de tudo está o Ser Humano.
Escola, Família e Igreja precisariam trabalhar mais
em parceria para que realmente a educação
atingisse sua finalidade, seu grande e principal objetivo:
formar o Ser Humano. É preciso convivência
na escola, testemunho de amor na família e espiritualidade
na Igreja. Infelizmente muitos pais terceirizam a educação
e deixam que a escola ensine a "ler, escrever e contar",
como se dizia antigamente, e a Igreja prepare para a Primeira
Comunhão. Tudo bem separado, fragmentado. Cada um
faz uma coisa e faz a sua parte. Educar é muito mais
que isso. Exige participação, interesse, despojamento,
diálogo, acompanhamento.
Ser professor é, realmente, uma arte, não
é um trabalho fácil, como também não
é impossível de ser realizado. Sem dúvida
que exige capacitação e formação
permanente. Mas precisa também da colaboração
e presença dos pais. Educar não é colocar
a criança na escola, mas interessar-se pelo seu crescimento,
amadurecimento, formação de seu senso crítico,
conhecimento da realidade, capacidade de opção
livre e consciente, tendo em vista , não apenas "ganhar
muito dinheiro", mas ser um bom profissional que se
sinta realizado como ser humano.
O professor que é educador precisa ter características
"socráticas", utilizando a maiêutica
e a dialética para encorajar os estudantes a melhorarem
seu modo de pensar e de encontrar as fontes adequadas de
conhecimento, para assim mais bem nortearem sua existência,
a partir de pensamentos que visam ao crescimento nos aspetos
gerais do ser humano. O dever dos profissionais de educação
é encorajar os educandos a fazerem perguntas e proporcionar
um ambiente apropriado para a aprendizagem e a construção
do saber.
Trabalhar com educação não é
algo puramente profissional, é algo sentimental,
espiritual. Não é possível mais, hoje,
fragmentar o ser humano, dividindo-o em partes. Todo professor
sabe que o aluno precisa de atenção, carinho,
compreensão, ajuda nas horas difíceis, apoio
nos momentos de desânimo, busca de equilíbrio
nas horas de glória. Quem é que conversa com
os jovens sobre seus sentimentos, emoções,
frustrações, sexualidade, amores, espiritualidade?
Não é com cobranças, competição,
agressividade que se educa, mas com amor e presença
contínua.
No Dia do Professor, precisamos lembrar também do
pai e da mãe, do catequista e do padre ou pastor.
O Ser Humano só é possível formar com
a união da Família, da Escola e da Igreja.
Não só cada um fazendo a sua parte, mais essa
trindade, buscando união, comprometimento e doação.
Côn. Luiz Carlos F. Magalhães é
jornalista e pároco da igreja Cristo Rei
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O jornalista
Clovis Cordeiro faz

"A
Defesa do Bairro".
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