Terapia
comportamental no combate à obesidade
Um dia desses fui tomar um café numa
padaria de Campinas e fiquei impressionado em ver como um
senhor que aparentava ter em torno de uns 50 anos e era
extremamente obeso alimentava-se de maneira desordenada,
comendo salgados e mais salgados rapidamente. Essa conduta
de alimentação é relatada em cerca
de 30 % de todos os pacientes obesos.
A terapia comportamental tenta alterar os hábitos
alimentares e requer extenso automonitoramento dos comportamentos
dietéticos com finalidade de reduzir a ingesta energética
tornando mais lenta a ingestão dos alimentos (p.
ex., colocando os talheres sobre a mesa entre as mordidas);
separando o ato de comer dos estímulos desencadeantes
(p. ex. não comer enquanto assiste televisão);
substituindo hábitos inadequados (p.ex. lendo um
livro em vez de fazer um lanche quando estiver entediado);
substituindo alimentos hipercalóricos por hipocalóricos
(p. ex. bebendo água nas refeições
ao invés de refrigerante) e aumentando a prática
de exercícios.
A terapia comportamental aumenta o reconhecimento pelo paciente
dos maus hábitos e capacita o paciente obeso a lutar
no sentido de reduzir a ingesta energética, ajudando-
o a perder peso a longo prazo.
Renato Coppola
CREF: 083035-G/SP
Educador Físico e Graduando em Nutrição