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Indústrias da região
tem maior número de contrações de 2010
Neste primeiro semestre de 2010 as indústrias das
cidades abrangidas pelo Ciesp- regional Campinas entraram
em ritmo de recuperação pós-crise, superando
o crescimento registrado no mesmo período em 2008,
de acordo com a pesquisa sondagem industrial realizada pelo
Ciesp-Campinas em parceria com a Facamp.
A sondagem industrial mensal, apresentada nesta quarta-feira
pela regional do Ciesp, em Campinas, aponta ainda um recorde
de contratações em junho de 2010. A amostragem
registrou 2.400 postos de trabalho, o que representa um crescimento
1,46%, somando 7.250 admissões de janeiro a junho de
2010. Em junho os setores automotivo/transporte e alimentício
foram responsável pelo maior número de novas
vagas. A estabilidade dos custos, crescimento das vendas no
mercado interno e diminuição da inadimplência
projetam para a manutenção crescente no nível
de empregos que poderá fechar o ano de 2010 com 15
mil contratações na indústria, pelas
estimativas da diretoria do Ciesp.
A pesquisa verificou também aumentos da lucratividade,
no uso do maquinário na produção e manutenção
e aumento de investimentos nas indústrias das 19 cidades
abrangidas pela regional Campinas.
O clima é de otimismo e expectativas de um segundo
semestre em alta. Acredito que o próximo trimestre
será ainda melhor, porém com uma pequena desaceleração
visando conter o aumento da inflação, mas, com
certeza, passamos pelo melhor semestre dos últimos
3 anos, confirma Rodrigo Sabbatini, coordenador do Centro
de Pesquisas Econômicas da Facamp, responsável
pela pesquisa do Ciesp.
O diretor-titular do Ciesp-Campinas, Natal Martins, confirma
o cenário otimista, mas faz um alerta: o Brasil precisa
investir urgente em cinco pontos: em infraestrutura, educação
- principalmente na formação técnica
de mão de obra especializada -, reforma tributária,
dar mais agilidade no Judiciário, e diminuir a burocracia,
para que o crescimento projetado pelo Governo se concretize
de forma eficaz. Se não resolvermos estes problemas
a médio e longo prazos, vamos travar o crescimento
do País, declara Natal Martins.
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