| O Segredo do Cadeado:
Uma Questão de Auto-Estima
Por vezes, encontrava na casa de minha mãe um cadeado
que comprei no exterior, quando fui visitar minha irmã,
há 16 anos atrás. Naquela ocasião eu precisava
dele pra fechar minha mala, pois eu já partia de volta
para o Brasil. Assim, paramos em um supermercado para comprar
o cadeado. Procurei pelos cadeados comuns com chave como aqueles
que eu costumava ver aqui no Brasil, mas apenas encontrei cadeados
com segredos, como se fossem cofres, ou seja, não havia
chave e só era possível abri-lo com o tambor numerado
em sua frente. Suas instruções ensinavam, além
dos números do código, a quantidade de voltas para
acessar os números, e para que direção girar
o tambor. Fiquei contente com a novidade e decidi levá-lo,
pois era suficiente para a finalidade da época.
Depois de ter voltado ao Brasil, utilizei o cadeado ainda por
várias vezes em minha vida cotidiana, durante 2 ou 3 anos.
Contudo, não tive o cuidado de guardar o código
em local seguro, afinal com tantas outras coisas a fazer, nem
me lembrava disso e, muito provavelmente eu acharia que nunca
mais esqueceria o Segredo do Cadeado, então dispensei as
instruções.
No mês passado (agosto de 2007), quando eu mais precisava,
me lembrei do cadeado depois de, no mínimo mais de 10 anos
sem usá-lo. Ninguém tinha visto o tão desejado
cadeado, então fiz uma busca na casa da mamãe, e
depois de algum tempo procurando eu o encontrei em uma caixa de
bugigangas. Agora era hora da parte mais difícil, pois
sem as instruções que vieram com ele, como eu poderia
abri-lo? Naquele dia tentei por mais de 30 vezes (pelo menos)
sem sucesso. Pensei até que poderia estar quebrado, por
tanto tempo sem uso. Desisti por hora, mas levei-o pra minha casa,
pensando com muita certeza: Deixa comigo, quero ver se eu
não vou abrir!.
Passadas aproximadamente 2 ou 3 semanas, já em casa, em
meus momentos de introspecção, eu buscava a resposta
pra situações da minha vida em que eu deveria confiar
totalmente em minhas decisões, uma questão de auto-estima.
São momentos que geralmente utilizo pra meu auto-apoio
e sinto internamente uma força, garra e confiança
na vida, no sentido mais amplo da palavra. Por outro lado, sempre
peço e tenho provas visíveis daquilo que mentalizo
e sinto em uma dada circunstância. Neste instante, olhei
pra um cômodo ao lado e vi meu velho cadeado. Peguei-o na
mão, com tais sensações a flor da pele
e como em um passe de mágicas, na primeira tentativa ele
simplesmente se abriu. Em seguida, feliz eu o fechava e abria
repetidas vezes como se fosse uma criança que recém
ganhava um brinquedo. Afinal, quando decidi trazê-lo pra
minha casa, algo me dizia que na hora certa eu descobriria (lembraria)
o segredo do cadeado.
As fichas caíram claramente. Não adianta
querer tomar decisões, tentar abrir o cadeado dessas áreas
da vida, baseado apenas no racional, se não está
confiante, se tem baixa estima e se desclassifica, ou até
mesmo se não chegou a hora certa, se ainda não estamos
maduros. Seja em concursos, provas, negócios, vendas, relacionamentos
sociais ou afetivos, ou até na vida financeira, só
conhecimento técnico e inteligência racional não
garantem o sucesso, se não houver auto-estima elevada,
confiança em si mesmo, na vida. A propósito, em
qual dessas áreas seu cadeado está trancado? Ou
serão vários cadeados? Em que setores da sua vida
as coisas não andam bem?
Várias vezes sabemos de pessoas que fazem tudo certo,
como diz o figurino, pra várias dessas áreas,
mas não confiam em si, se culpam, se menosprezam e se arrasam
internamente. Se você joga contra você, a vida respeita
e te obedece. Seu cadeado trava e o segredo fica guardado até
você se tratar melhor, confiar mais em você e respeitar
os tempos da natureza para que as coisas aconteçam.
Você já pensou nisso? Qual a última vez que
você deu Meus Parabéns a alguém
muito importante? E a você mesmo? Você se acha muito,
pouco importante ou sem importância? Isso mede sua Auto-Estima.
Se você tem Auto-Estima Elevada, consegue se dar parabéns
sem se achar exibido, sabendo que você é importante
pra você. Boa auto-estima, não é se elogiar
pra causar efeitos nas pessoas, não é fazer tipo
é se querer bem, se gostar.
Vou deixar cada um de vocês amigos, clientes e conhecidos,
fazerem as contas de quanto se estimam, o quanto se julgam importantes
ou não pra si mesmos.
Boa reflexão e que vocês abram cada vez mais os
cadeados de suas vidas pelo exercício da auto-estima elevada.
Abraço a todos...
Dr. Mário Sabha Jr
Doutor em Neuroanatomia (UNICAMP)
Palestrante Motivacional e Consultor Metafísico
Conselheiro Metafísico Trans-energético (Luiz Gasparetto)
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